11 de abril de 2011

EXPERIÊNCIAS DE VIAGEM II

Bem, conforme relatei na última postagem, o meu desembarque do navio foi na Itália.

Na manhã do 13º dia de navegação, chegamos ao porto de Civitavecchia distante cerca de 70 km de Roma. Imaginem mais de 2.500 pessoas desembarcando num porto para buscarem um meio de transporte até Roma. Muito complicado. De taxi é bastante caro e, de trem, há que se tomar um taxi do porto até a estação e o trem segue até o Termini de Roma. Seria mais econômico, mas quem está com muitas malas deve optar por algo mais prático.

Antes da viagem contratei pela internet um transfer. Facílimo e econômico, com valor pré-fixado.

À saída do terminal lá estava um elegante senhor com a plaquinha: Srª SANTOS. Que alívio! Por 160 Euros estávamos no conforto de uma Van com espaço para as malas de quatro pessoas. Eu e minha amiga Teresinha conhecemos no navio um casal de Recife que iria também para a capital italiana e adoraram partilhar conosco o preço do transfer. Resultado: cada qual pagou apenas 45 euros.

Em Roma ficamos num hotel excelente, o Condotti Palace Deluxe Aparthotel (reservei no Booking.com), a uma quadra da Piazza di Spagna e a 100 metros da rua mais "perigosa" da cidade: a Via Del Corso, onde se encontram as mais famosas e refinadas lojas: Dolce & Gabana, Dior, Ferragamo, dentre outras.

Deixamos as malas na portaria do hotel e...rua. Muita coisa linda pra se ver! Comprar não era prioridade. Fui à loja da Ferrari (que adoro) e fiz uma estravagância: comprei para mim uma maleta de mão com a qual sonhei e uma camisetinha para meu netinho que vai chegar. No mais, apenas lembrancinhas para os meus. Só voltamos ao hotel à noitinha para o descanso dos justos.

Não é possível: deve existir um santo protetor dos turistas, porque é tanto o cansaço que só mesmo um milagre dele, para que possamos amanhecer recompostos depois de tanta caminhada.

Dia seguinte, Aeroporto. Tomamos um vôo para Praga com conexão em Munique e em Frankfort, na Alemanha. Muito cansativo o dia. Somente à tarde pousamos em Praga.

Mas ainda teríamos muito chão pela frente. Numa excursão da Lusanova, visitamos Praga, Blatislava, Viena e Budapeste.

Vou falar sobre essas cidades depois.

8 de abril de 2011

EXPERIÊNCIAS DE VIAGEM I

Voltei de viagem esta semana. Feliz, calma, recomposta. Viajar é sempre bom. É um desprender-se, arriscar-se, conhecer outros limites, outras culturas, outras maravilhas.

Amo viajar. Sinto-me como a criança curiosa que vence obstáculos, pisa sobre caixotes impilhados para vislumbrar a paisagem do outro lado do muro.

A primeira parte da minha viagem foi pelo mar. Durante longos dias estive num cruzeiro. Todas as comodidades e atrações disponíveis para que os passageiros tivessem um serviço de excelência e lembranças inesquecíveis. Monotonia? Nunca! Exemplo: você podia optar por ir a uma aula de forró ou a uma aula de culinária. Ir à missa ou ir ao cinema. Nadar nas piscinas ao ar livre ou ir para as jacuzzis quentes em áreas cobertas. Jogar um pouquinho no cassino ou ir para a rua de comércio comprar nas lojas existentes ou tomar um chá nas mesinhas dos diversos cafés. Éramos cerca de 2.900 brasileiros e 200 passageiros de outras nacionalidades.

O navio? Mariner Of The Seas, uma das jóias da Royal Caribbean. Fui até Roma, mas o navio seguiu para a Grécia. Eu soube que no próximo ano esse barco não volta ao Brasil, porque alguns dos nossos portos não possuem estrutura suficiente para navios desse porte.

Este foi meu 20º cruzeiro.

Foram 13 dias do Rio até Roma. Tive o privilégio de estar acompanhada pela Teresinha, minha querida e fiel amiga. A partir de Salvador foram 07 noites no mar até avistarmos Tenerife, a maior ilha das Canárias, pertencente a Espanha. Tenerife me surpreendeu pelo modernismo e estrutura da cidade. Ficamos lá apenas por um dia. Sei, desde já, que vou voltar para umas férias, com tempo suficiente para conhecer melhor a cidade.

Navegar é mesmo preciso. Estar, por tanto tempo, num navio desse porte é perder-se com segurança. Quando não se vê mais terra, é quando você fica extasiado com a imensidão do mar e tem a perfeita noção da magnitude da obra da criação. Tudo é paz, tudo é profundo e misterioso como misteriosos são os nossos sonhos. Na varanda da minha cabine eu me encontrava e me perdia no silêncio, contemplando o mar e agradecendo a oportunidade de usufruir daqueles momentos.

Quem pode ser mais rica do que eu? Recebo da vida e dos céus tantas benesses... Ah, o mar...

A poeta Luciana Bortoletto tão acertadamente afirmou em seu poema Aquática:

"O mar brincou comigo de leva-e-traz, envolveu meu corpo inteirinho. Fiquei diluída na água e virei parte daquilo tudo... Eu era um pouco de sal, ou alga, ou um tom azulado espumante. Quando estou dentro d'água, o mar me muda por dentro, o mar me puxa pelo centro..."

Volto depois para prosseguir contando minha viagem.